Vagas por área de conhecimento
O concurso distribui as 60 vagas em partes iguais entre as três áreas: 20 para Orçamento e Finanças Públicas (código A01), 20 para Contabilidade Pública (B02) e 20 para Ciência de Dados e Tecnologia da Informação (C03). Em cada uma, 19 vagas são de ampla concorrência e 1 é reservada a pessoas com deficiência. A classificação é feita dentro de cada área, conforme a opção que o candidato indicar na inscrição, de modo que a concorrência de uma área não interfere na das outras.
A exigência de escolaridade é a mesma nas três: curso superior em quaisquer áreas de conhecimento, reconhecido pelo MEC. A área escolhida define apenas o conteúdo da segunda prova objetiva, não a formação do candidato.
Remuneração
O valor de R$ 11.359,50 anunciado no edital corresponde ao salário do Nível 1 da Classe I somado ao Prêmio de Incentivo à Qualidade, que é uma parcela variável considerada no valor máximo. A carreira é regida pela Lei Complementar estadual nº 1.034/2008, e o concurso segue o Decreto nº 60.449/2014, alterado pelo Decreto nº 63.651/2018.
Estrutura das provas
As três provas são aplicadas no mesmo domingo, 13 de dezembro de 2026: a Prova Objetiva P1, de Conhecimentos Básicos, pela manhã, com 4 horas de duração; e a Prova Objetiva P2, de Conhecimentos Específicos, com a Prova Discursiva P3, à tarde, também em 4 horas.
A P1 tem 80 questões e máximo de 112 pontos, com pesos diferentes por disciplina. Valem peso 1: Administração Geral, Administração Pública e Auditoria Governamental (8 questões), Direito Administrativo (10), Direito Constitucional (10), Economia (4), Língua Portuguesa (10) e Matemática Financeira e Estatística (6). Valem peso 2: Administração Financeira e Orçamentária (8 questões), Contabilidade Geral e Pública (8), Direito Financeiro e Finanças Públicas (8) e Fluência de Dados (8).
A P2 tem 40 questões de peso 3, no conteúdo específico da área escolhida, e vale até 120 pontos. A P3 é um estudo de caso interdisciplinar, com uma única questão de até 120 pontos, que versa sobre os Conhecimentos Básicos. Há ainda a avaliação de títulos, com envio online de titulação acadêmica, de caráter apenas classificatório.
As notas mínimas, e por que a conta importa
A habilitação exige, de forma cumulativa: 45 pontos na P1, 48 na P2, 48 na P3 e 116 pontos no total das objetivas. Os 32 pontos de peso 2 da P1 e os 120 pontos da P2 concentram a maior parte do que se pode somar nas objetivas, e o mínimo de 116 no conjunto não é alcançado por quem apenas raspa os cortes isolados.
A P3 só é corrigida para os candidatos habilitados nas objetivas e classificados até a 200ª posição em cada área. Em termos práticos, a discursiva vale tanto quanto a P2 inteira, mas só é lida depois de o desempenho nas objetivas colocar o candidato nessa faixa.
O que cada área cobra na P2
Em Orçamento e Finanças Públicas, o Anexo II é operacional: créditos suplementares, especiais e extraordinários; remanejamentos, transposições e transferências; empenho ordinário, estimativo e global; liquidação e pagamento; controle de fontes e destinações de recursos; contingenciamento e limitação de empenho; restos a pagar processados e não processados; e encerramento do exercício. Vem em seguida o bloco avançado da Lei Complementar nº 101/2000 e da Lei nº 4.320/1964, com repartição constitucional de receitas, FPE e FPM, transferências voluntárias e dinâmica da dívida pública.
Em Contabilidade Pública, o programa parte da Contabilidade Geral — patrimônio, escrituração, estoques, balanço patrimonial e demonstração do resultado pela Lei nº 6.404/1976 e pelos pronunciamentos do CPC — e avança para a estrutura conceitual das NBC TSP, o MCASP vigente e o PCASP.
Em Ciência de Dados e Tecnologia da Informação, o recorte é atual: gestão ágil de produtos digitais (Scrum Guide 2020, Kanban, Lean, SAFe 6.0); metodologia CRISP-DM; arquitetura de dados com Data Warehouse, Data Lake e Lakehouse; engenharia de dados e pipelines ETL/ELT; bancos relacionais, colunares e NoSQL; aprendizado de máquina supervisionado e não supervisionado, com métricas de avaliação de modelos; R e Python; governança e ética em IA; IA generativa, com modelos fundacionais, embeddings e RAG; e Power BI, com Power Query, linguagem M, DAX e modelagem dimensional.
Calendário até o resultado
As inscrições abriram em 05/10/2026 e encerram às 23h59 de 03/11/2026, com pagamento da taxa até 04/11/2026. O pedido de isenção ou redução do valor podia ser feito de 05 a 09/10/2026. O edital de convocação para as provas e o cartão informativo saem em 03/12/2026, e as três provas são aplicadas em 13/12/2026. O gabarito das objetivas é divulgado em 14/12/2026, a partir das 17h, com recursos em 15 e 16/12/2026.
O resultado preliminar das objetivas e da discursiva está previsto para 02/03/2027 e o definitivo, com a convocação para a avaliação de títulos, para 06/04/2027. Os títulos são enviados em 12 e 13/04/2027, com resultado preliminar em 18/05/2027. O cronograma do Anexo V é indicativo e está sujeito a alteração.
Banca: Fundação Carlos Chagas
Com 80 questões de Conhecimentos Básicos e pesos diferentes por disciplina, a P1 da FCC distribui a prova entre dez matérias, e os quatro blocos de peso 2 — Administração Financeira e Orçamentária, Contabilidade Geral e Pública, Direito Financeiro e Finanças Públicas e Fluência de Dados — valem 64 dos 112 pontos. Nas três áreas, portanto, o candidato enfrenta o mesmo núcleo orçamentário e contábil antes de chegar ao conteúdo da própria área, na P2.