Os cargos e as quatro especialidades

O concurso seleciona para duas carreiras distintas do quadro da SEPLAG/RJ, cada uma dividida em duas áreas de conhecimento — e a escolha da área, feita na inscrição, define metade da prova objetiva e as duas questões discursivas. O Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental tem 30 vagas, repartidas igualmente entre Gestão e Governança Pública e Políticas Públicas. O Analista de Planejamento e Orçamento também tem 30, mas a divisão é desigual: 25 para Planejamento e Orçamento e 5 para Tecnologia da Informação.

A exigência de escolaridade é a mesma nas quatro: graduação de nível superior em qualquer área, com diploma devidamente registrado. É o que torna o certame acessível a graduados de qualquer formação e, ao mesmo tempo, explica a concorrência esperada em um concurso de carreira de Estado com remuneração acima de R$ 14 mil.

Como é a prova

A seleção tem duas provas escritas aplicadas no mesmo dia, as duas eliminatórias e classificatórias. Pela manhã, das 8h às 12h, a objetiva de Conhecimentos Específicos, com 70 questões. À tarde, das 14h30 às 19h, a objetiva de Conhecimentos Gerais, com 30 questões, e a prova discursiva. São 100 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas e uma só correta, valendo 1 ponto cada, mais 40 pontos da discursiva.

O corte de aprovação na objetiva é duplo e independente: é preciso acertar ao menos 50% de cada parte, ou seja, 15 questões em Conhecimentos Gerais e 35 em Conhecimentos Específicos. Ir bem em um bloco não compensa o outro. Além disso, zerar em qualquer disciplina elimina — inclusive nas de seis questões, como Língua Inglesa, Raciocínio Lógico-matemático e Atualidades.

A discursiva só é corrigida para quem for aprovado na objetiva e ficar classificado até dez vezes o número de vagas da sua especialidade. Na prática, o filtro é estreito nas áreas pequenas: em Tecnologia da Informação, com 5 vagas, são 50 candidatos. Quem não entra nesse limite é eliminado, ainda que tenha feito a prova.

As disciplinas, área por área

Os Conhecimentos Gerais são idênticos nas quatro especialidades: Língua Portuguesa (12 questões), Língua Inglesa (6), Raciocínio Lógico-matemático (6) e Atualidades (6). Três disciplinas do bloco específico também são comuns às quatro — Direito Público, Estado, Governo e Administração Pública e Administração Financeira e Orçamentária —, o que concentra boa parte do estudo em conteúdo aproveitável por qualquer candidato.

Nas três especialidades de perfil gerencial e econômico, Direito Público responde por 20 das 70 questões específicas, seguido de Estado, Governo e Administração Pública (10) e Administração Financeira e Orçamentária (10). As 30 restantes ficam com as duas disciplinas próprias da área: Gestão Governamental e Governança Pública, com 15 cada, em Gestão e Governança Pública; Ciência Política e Políticas Públicas, com 15 cada, em Políticas Públicas; Economia e Finanças Públicas e Planejamento Governamental, com 15 cada, em Planejamento e Orçamento.

A especialidade de Tecnologia da Informação segue outro desenho: Direito Público cai para 10 questões, e as disciplinas técnicas sobem para 20 cada — Governança e Gestão de Tecnologia da Informação e Comunicação e Dados e Inteligência Analítica na Administração Pública, que juntas somam 40 das 70 questões específicas.

A prova discursiva

A discursiva é manuscrita e soma até 60 linhas em três textos. O estudo de caso, de até 30 linhas e 20 pontos, é comum a todas as áreas e cobra Estado, Governo e Administração Pública ou Administração Financeira e Orçamentária — as mesmas disciplinas do bloco objetivo comum. As duas questões discursivas, de até 15 linhas e 10 pontos cada, recaem exatamente sobre as duas disciplinas próprias da especialidade escolhida.

Vale registrar duas regras formais que eliminam: o texto definitivo precisa ser transcrito a caneta no caderno próprio, e prova escrita a lápis, em branco ou com letra ilegível recebe nota zero. O caderno também não pode ser assinado nem trazer qualquer marca que identifique o candidato.

Como se preparar

Com cerca de dois meses até a prova, a conta favorece o conteúdo comum: as quatro disciplinas de Conhecimentos Gerais, mais Direito Público, Estado, Governo e Administração Pública e Administração Financeira e Orçamentária, respondem por 70 das 100 questões objetivas nas três áreas de perfil gerencial — e ainda pelo estudo de caso de 20 pontos. É o bloco de maior retorno por hora de estudo, e o único que atende a qualquer especialidade.

Dentro dele, Língua Portuguesa (12 questões) e Direito Público (20) são os pesos maiores. O detalhe que costuma passar em branco é o risco de zerar nas disciplinas curtas: Língua Inglesa, Raciocínio Lógico-matemático e Atualidades valem seis questões cada e, sozinhas, eliminam quem não pontuar. São justamente as que o candidato de carreira de gestão tende a deixar para o fim.