Dois domingos, duas lógicas de prova

A divisão em dois dias não é só de conteúdo: é de ritmo. O 1º dia concentra 90 questões de leitura e interpretação — Linguagens e Ciências Humanas — e ainda a redação, no mesmo bloco de 5h30. É o dia mais longo, e a gestão do tempo entre a redação e as questões costuma decidir a nota de quem sabe o conteúdo.

O 2º dia traz 90 questões de Ciências da Natureza e de Matemática em 5 horas, sem redação. São as áreas em que o cálculo e a leitura de gráficos e tabelas pesam mais, e em que o tempo por questão tende a ser maior.

A redação

A redação é um texto dissertativo-argumentativo em prosa, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política, e vale até 1.000 pontos. Ela é corrigida em cinco competências, cada uma de 0 a 200 pontos, e a proposta de intervenção, que fecha o texto, é a competência em que mais se perde ponto por desatenção às exigências do enunciado.

Conflito de datas com vestibulares

O 2º dia, 15 de novembro, coincide com a aplicação de vestibulares próprios de instituições tradicionais, entre elas a USP e a UFPR. Quem está inscrito nos dois precisa verificar o calendário de cada processo antes da semana da prova, porque não há segunda chamada por coincidência de datas.

Como usar as últimas semanas

Faltando menos de um mês, a prática mais rentável é simular o exame no formato real: as 90 questões do 1º dia com a redação dentro das 5h30, e as 90 do 2º dia em 5 horas. É o treino que revela os dois erros mais caros do Enem — deixar a redação para o fim e descobrir, no meio da prova, que o ritmo de leitura não cabe no tempo.